Tristes tristezas

October 15, 2010 at 10:33 am (Livros/BD/revistas, Strange Land)

É bom saber que o lançamento do Homem do Castelo Alto de Philip K. Dick esteve quase deserto. É sinal de que o nosso fantástico está cheio de boas obras e de grandes autores, de tal forma que o lançamento de uma das melhores obras do género numa nova tradução e acompanhada por um excelente ensaio, por um orador reputado no mainstream, não suscita sequer uma palpitação. Se antes estes acontecimentos eram raros, proporcionando ao fandom uma oportunidade para se encontrar, hoje é tão frequente que nem sequer justifica a deslocação a uma livraria…

A FC de qualidade já está tão divulgada entre o mainstream e a academia, que até a presença – que há anos seria pouco habitual – de uma personalidade televisiva para os apresentar é encarada com perfeita indiferença. E foi bom ver que NENHUM dos divulgadores de FC e autores esteve presente, estes últimos provavelmente por estarem a escrever mais um livro, para se juntar à mão-cheia que publicaram nestes últimos cinco anos…

Adenda: Comentário no fórum Bang! do editor Luís Corte Real ao lançamento do livro. Como penso que é relevante, transcrevo em baixo.

Triste, triste foi o facto de ninguém ter aparecido. É verdade que a apresentação do Nuno Rogeiro foi curta, mas teve mais conteúdo do que algumas apresentações que já assisti de uma hora. O Rogeiro foi directo e conciso. O livro de Philip K. Dick dava assunto para muitas horas, mas ele tinha de sair às 19h. E como a sala estava vazia e ninguém quis fazer perguntas, ele ainda foi embora mais cedo.

Apesar da excelência do autor e do livro e do mediatismo do apresentador, a sala estava às moscas. Foi uma boa amostra do interesse do fandom pela fc. Fala-se, critica-se, lamenta-se… mas poucos se mexem. Se não fosse a paixão que temos pelo género, deixávamos-nos destas aventuras e publicávamos apenas a PC Cast. Mas pronto…

Um abraço e votos de boas leituras,
Luis CR

Nova adenda: A caixa de comentários deste post foi fechada em virtude da discussão que tomou lugar nela ter cedido a trocas de galhardetes que não irei mais tolerar. Os comentários não foram apagados mas só surgem acedendo ao link do post.

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Vencedor do passatempo FOME

October 2, 2010 at 7:41 am (Livros/BD/revistas)

E eis que, com um dia de atraso, posso anunciar o vencedor do passatempo FOME. Bem sei que escrever frases criativas não é o passatempo mais fácil mas, apesar de tudo, a adesão foi boa e quero agradecer a todos os que participaram.

E agora sem mais delongas, apresento a frase vencedora que me conquistou pelas suas referências literárias.

Já li a Morte — a de Ivan Ilitch —, a Guerra — a dos mundos — e a Peste — a do Camus. Bem se vê que me falta a Fome. Entretanto, tenho disfarçado com a Luxúria — nem de propósito, estou neste momento a ler Fanny Hill, palavra! — que é bom e não engorda, mas pode meter doenças, infantário e outras chatices. Não, venha a Fome.

O autor da frase é o Hugo Emanuel da Rocha Carreira que deve entrar em contacto comigo para me indicar a sua morada de envio.

Obrigado a todos e para o ano há mais!

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