If…
The thing I hate about you, Rowntree, is the way you give Coca-Cola to your scum, and your best teddy bear to Oxfam, and expect us to lick your frigid fingers for the rest of your frigid life.
Se há um filme que deve ser relembrado e salvo do baú do esquecimento é If… de Lindsay Anderson. Uma pessoa jamais se esquece do fulgurante papel de Malcolm McDowell como Mick Travis, o estudante insurgente que irá declamar tiradas poéticas a favor da violência e revolução.
A citação acima é retirada de uma cena particularmente sublime em que Travis desafia frontalmente as pessoas responsáveis pelo seu sofrimento, sem medo, apenas a coragem dos rebeldes.
Muitos não saberão que If… é o primeiro filme de Malcolm McDowell, lançando-o para a fama no Reino Unido e chamando a atenção do realizador Stanley Kubrick que acabaria por escolhê-lo para o infame papel de Alex DeLarge em Clockwork Orange. Embora ambos os filmes tenham protagonistas semelhantes que lutam contra o establishment, o estudante que incita à revolta em If… está longe da psicose que invade cada canto da mente perversa de Alex deLarge. O estudante é de natureza idealista, arrogante, seguro, confiante nas suas capacidades e ciente de que estão a ser completamente desperdiçadas no ambiente enclausurado e rigído da escola privada inglesa.

Malcolm McDowell em If... de Lindsay Anderson (1968)
É um filme notável, cheio de cenas inesquecíveis, que tive a oportunidade de ver pela primeira vez na Cinemateca Portuguesa em 2008. A história é aparentemente simples. Numa escola privada no Reino Unido, os alunos são ensinados a conformarem-se aos seus superiores e a nunca desafiarem a autoridade da direcção ou dos estudantes mais velhos que controlam os alunos.
Neste cenário tão tipicamente Eton, surge no início do filme um jovem qual Guy Fawkes a esconder com a sua capa um bigode rebelde. Mick, juntamente com dois amigos, é o eterno insubmisso que se aliará a favor dos oprimidos contra a injustiça. Mas não é assim tão simples. De facto, o filme de Lindsay Anderson pouco tem de simples e politicamente correcto. Não é apenas uma afirmação contra a moral hipócrita vigente ou a autoridade senil, mas é também um espelho das grandes transformações que se iriam operar nessa década, os anos sessenta.
Lançado no ano simbólico de 1968, o filme acabaria por ter um profundo impacto numa geração de espectadores e na própria história do cinema britânico que se afasta então dos modelos clássicos a favor de uma nova abordagem de denúncia e reveladora da sociedade moderna em que o homem recupera o controlo do seu destino.
Travis não é apenas um mero defensor de estudantes mais fracos ou alguém que deseja vingar-se dos seus opressores. É o revolucionário incendiário que afirma que One man can change the world with the bullet in the right place ou Violence and revolution are the only pure acts. Não tem uma consciência de herói que separa nitidamente o bem do mal, até porque Mick não hesitará em roubar uma mota ou usar armas ou bombas. É o anarca completo sem consciência moral, uma criatura perigosa de deixar à solta, e não é por acaso que o filme envereda cada vez mais num tom surreal e satírico que irá terminar da forma mais brilhante e politicamente incorrecta que me lembro de ver em cinema.
O que importa é o acto de rebelião, a derradeira ofensa à instituição. Um grito de liberdade que estava reprimido há demasiado tempo e que acabaria por ecoar as próprias mudanças da sociedade inglesa nessa década. É curioso notar como a homossexualidade é abordada de um ângulo muito suave e naturalista, algo invulgar na altura.
A cinematografia é excelente e o espectador poderá estranhar algumas imagens a preto e branco de interiores (a lenda diz que o filme não tinha orçamento suficiente para filmar todas as cenas a cores). Os jovens actores, seja os vilões ou os rebeldes, são todos de um realismo admirável e McDowell nunca esteve tão bem num filme que acabaria por definir o rumo da sua carreira de forma tão marcante.
Lindsay Anderson realizaria mais dois filmes com a personagem de Mick Travis, O Lucky Man! e Britannia Hospital que não vi, mas se forem tão marcantes como If…
[Círculo de Leibowitz] The Centauri Device de M. John Harrison
Consigo compreender os leitores que se recusam a aventurar em obras de ficção científica. É um erro julgar que é para todos os gostos, porque não é. Um leitor de ficção científica precisa de estar disposto a descodificar os parâmetros que foram instituídos no mundo criado pela imaginação do autor. E precisa, acima de tudo, de uma mente aberta que se prepare para absorver, às vezes com dificuldade, a estranheza da história de modo a tentar compreendê-la.

E isso torna-se especialmente verdade no livro The Centauri Device de M. John Harrison, um dos autores de vanguarda da New Wave dos anos 70, a vaga literária que viria a dar nova vida à literatura especulativa.
Poderíamos afirmar que o livro se inscreve no género popular da space opera porque não lhe faltam muitas das características que definem a space opera, tais como, as viagens interestelares com conflitos a uma escala grandiosa entre poderosos inimigos, mas evitemos cair em rótulos desnecessários porque M. John Harrison certamente não estava interessado em seguir as velhas fórmulas ao escrever The Centauri Device.
A história centra-se essencialmente em torno de John Truck, um capitão de uma nave espacial que vadia pela Galáxia, e que passa grande parte do seu tempo a tentar manter a cabeça à tona por entre o mar de decadência e desespero que afogaram grande parte das populações dispersas por colónias no espaço. A maioria das descrições de cidades e personagens parecem dar a entender que não há muita esperança ou alegria e que a única coisa que poderá dar alguma fuga ao desespero são as drogas.
De facto, o leitor tem a constante sensação de que as personagens lutam contra a sua dependência por algo que alivie a dor e a depressão. Na melhor analogia que poderia encontrar, muitas das personagens não são muito diferente de dharma bums, poetas ou músicos vagabundos que viviam na miséria, cedendo a álcool e vícios, e qualquer talento que possuíam era lentamente destruído pela cruel percepção de que o universo nunca quis saber deles.
A acção presente na história, por mínima que seja, está constantemente pontuada por divagações metafísicas e reflexões sobre a natureza do desespero e a vastidão do espaço galáctico indiferente à fragilidade humana. E será esse o calcanhar de Aquiles de The Centauri Device. De tal forma está embrenhado M. John Harrison em expor a miséria e a futilidade de guerra que se esquece de dar mais carne e osso à história.
A história resume-se de forma simples. O planeta Terra está subjugado pela luta entre IWG, Israel World Government, e UASR, United Arab Socialist Republics. No profundo ódio fanático que nutrem um pelo outro, ambas as organizações estão dispostas a tudo para que as suas ideologias imperem acima de todas as outras, mesmo que implique práticas como o genocídio.
John Truck, um aparente zé-ninguém que esteve envolvido na sua dose de violência e combates, torna-se o homem mais procurado da galáxia devido aos seus genes que o indicam como o último da sua raça, os Centaurianos. Uma raça velha, uma das primeiras civilizações, foi totalmente exterminada (ou cometeram suicídio em massa, confesso que não percebi bem), não antes que concebessem uma poderosa arma que poderia conceder-lhes a vitória, o Centauri Device. Desenterrada por um arqueólogo seguidor de uma religião chamada Openerism, presume-se que seja um mecanismo alienígena poderoso que pode destruir todos os inimigos e pôr um fim à guerra galáctica.
Mas apenas um indivíduo com os genes centaurianos poderá operar o mecanismo e daí todas as facções começarem a perseguição por John Truck, um piloto solitário traficante de drogas, e um homem com quem dificilmente o leitor irá simpatizar.
Ao longo da narrativa, a personagem não passa de um joguete nas mãos dos vários grupos que pretendem controlar o misterioso Centauri device. Inicialmente nas mãos dos israelitas, ele é capturado pelo submundo do tráfico de droga, pelos anarquistas, depois pelos openerists, uma religião fanática que trará imensa miséria ao protagonista, e por fim, os árabes. Todos deixam as suas marcas, mas raramente a história evolui e os líderes políticos, General Gaw, Ben Barka, não são mais do que meras caricaturas ridículas, paródias das ideologias que defendem.
Ao longo de mais de duzentas páginas, não vemos mais do que o carácter fraco e cretino de Truck a arrastar-se penosamente até ao desfecho, momento em que alcança o Centauri device e produz uma cena que eu diria quase induzida por ácido em que a sua mente confraterniza com todos os fracassados, fracos de espírito, dependentes e miseráveis que jamais conheceu, e assim ele compreende aquilo que deve fazer.
Se me custou a ler esta pequena obra, é porque gosto de uma boa história que não se limite a reflectir o quão erradas são as ideologias e os efeitos devastadores que estas exercem na sociedade. Frequentemente, as descrições do livro parecem uma constante alucinação induzida por uma droga poderosa e aguardamos que as personagens acordem do buraco profundo em que as suas mentes se afundaram. O enredo torna-se assim oco, vazio, desprovido de interesse.
Mas seria injusto se não salientasse algumas das melhores passagens do livro, que na minha opinião são as que descrevem a captura de John Truck pelo líder dos anarquistas, um homem excêntrico com um apurado sentido artístico de nome Swinburne Sinclair-Pater, dono de uma frota de naves alienígenas que irão confrontar o inimigo.
Pater, um dos últimos anarquistas interestelares, consegue elevar o espírito de John Truck e despertar nele uma profunda consciência pela beleza cruel do espaço infinito, indiferente aos conflitos ideológicos desesperados da existência humana.
‘Here we begin to guess at the nature of space’, said Pater soflty to Truck. ‘Our palette is prepared. The Galaxy has given us our canvas, a dead dragonfly has bequeathed us the brushes we have to hand. We make Space. We define it. Look out there. IWG and UASR see at best a conduit for Earth’s rubish of politics. We infer reality. None of this belongs to Earth or ideology. It is inviolate.’
E mesmo Himnation, o suposto filho de Pater, ao se aventurar no final do livro numa dimensão desconhecida da Galáxia, the Third Speed, não mais consegue fazer parte da Humanidade, impelido pelo intenso desejo de ser absorvido e absorver o além desconhecido.
The Centauri Device é o tipo de ficção científica que afasta muitos leitores do género. A prosa, por vezes poética, é impressionante mas densa e difícil, as personagens são na essência toxicodependentes falhados e os cenários à sua volta são tenebrosos e dominados por miséria e decadência. Certamente não recomendo este livro para aqueles que se desejem iniciar na literatura de ficção científica, embora seja um bom exemplo da abordagem inédita e experimental que a New Wave incutiu na ficção científica dos anos setenta.
Outras críticas a TCD no Círculo de Leibowitz:
Correio Fantástico (entrevista ao autor M. John Harrison)
Love snapshot #5: Tess

Nastassja Kinski em Tess de Roman Polanski (1979)
O início de Tess de Roman Polanski pode levar-nos a pensar que estamos perante uma obra sentimental e lírica, mas se há uma qualidade enervante na obra literária de Thomas Hardy é o seu desejo inflexível de expor a crueldade da natureza humana que é dominada pelos caprichos de homens poderosos. Todavia, até os homens podem ser as vítimas dessa marcha implacável do destino que tudo mancha de vermelho, a cor da tragédia.
O morango que Alec, um fidalgo que se enamora de uma prima plebeia, força Tess a comer não é mais do que o símbolo do fruto proibido que irá fazer a jovem mulher cair nas malhas do desejo masculino. Como poderia a sua pureza resistir perante o rosto de ignomínia e uma sociedade tão moralmente espartilhada que condena a rapariga a expiar uma culpa que nunca lhe pertenceu?
Mas mesmo quando Tess luta contra todas as expectativas em se livrar da mancha do pecado, e julga ver a salvação na forma de um anjo, o diabo não consegue esquecer o rosto que a sua vilania deseja possuir de novo. É um dos momentos mais notáveis quando Alec não se consegue contar perante a beleza de Tess, I was your master once! I shall be so again. If you are any man’s wife, you’re mine.
A força desta declaração revela-se profética. A tirania do desejo triunfa, mas condena ambos os amantes ao Hades. Impossibilitada de de viver o seu verdadeiro e único amor, Tess escolhe a única via que lhe resta no seu desespero, condenando-se perante uma sociedade indiferente a verdadeira justiça.
Watchmen

É difícil descrever Watchmen sem cair no ridículo. É um dos marcos fundamentais na história moderna da banda-desenhada não só pela sua complexidade narrativa, mas também pela sua inédita abordagem ao mito do super-herói. A partir da sua data de publicação, a escrita da BD não mais passou a ser a mesma e o formato tornou-se terreno fértil de exploração visual e narrativa das idiossincrasias do nosso tempo.
A novela gráfica amplificou a paranóia causada pela Guerra Fria, expondo o conceito vital de guerra que subjuga todo o enredo e o qual testemunhámos ao longo da História – Whoever we are, wherever we reside, we exist upon the whim of murderers.
Em Watchmen assistimos também ao notável uso da técnica da história alternativa, a recriação de um tempo e espaço semelhante ao nosso mas em que certos eventos históricos tomaram precedência sobre outros, alterando o curso da Humanidade. E se a guerra do Vietname tivesse sido ganha e Nixon eleito uma terceira vez? A resposta está em Watchmen.
Mas regressemos aos anos 50 da presente América criada por Alan Moore, altura em que um bando de super-heróis ganha fama assumindo-se como uma liga de combate ao crime. Eis que surge a primeira geração de super-heróis mascarados, sem poderes especiais, e que iria dar lugar a uma nova geração que viria a ser ilegalizada por Nixon.
A América alternativa dos anos 80 de Alan Moore venceu a guerra do Vietname graças à intervenção de Dr. Manhattan, um cientista que, após um terrível desastre, torna-se um semi-deus com a capacidade de alterar espaço e tempo. E é apenas graças a ele que ainda não se deu a deflagração da III Guerra Mundial e o holocausto nuclear, consequência da corrida às armas entre americanos e soviéticos.
No entanto, a guerra está iminente, e faltam apenas cinco minutos para a meia-noite, a hora simbólica que anuncia a proximidade ao dia do Armagedão.
Para compreender as personagens principais que compõem a história principal, é essencial compreender o background e Snyder fez um trabalho notável na sequência de abertura ao recriar toda a história do grupo de super-heróis desde a sua criação. Embora eu tenha sérias dúvidas que o espectador sem conhecimentos da história tenha conseguido acompanhar a torrente de informação.
Alan Moore fez algo na altura que nenhum argumentista tinha alguma vez feito. Descreveu o super-herói como um ser vulnerável, sujeito a falhas, profundamente afectado pelo ambiente que o rodeia e não imune a dor. Às vezes a dor torna-se tão forte que alguns atingem o ponto de não-retorno como Rorschach, tornando-se vigilantes psicóticos a calcorrear as ruelas sombrias do submundo do crime e penetrando nas trevas sem compromisso, desprovidos de emoções humanas.
A justiça em termos de branco e preto aplicada por Rorschach é irónica, considerando que as personagens que a aplicam estão longe de serem linearizadas e mesmo um super-herói como o Comediante, que abate a tiro mulheres grávidas e não é mais do que um mercenário sem escrúpulos de instintos violentos, vacila perante o abismo.
Todos eles, com as suas neuroses, medos e dúvidas tornaram-se objectos do passado até ao momento em que o Comediante é brutalmente assassinado, lançando a paranóia em Rorschach, determinado a descobrir a identidade do seu assassino e os motivos.
A contrapor a Rorschach e o Comediante, temos personagens como Nite Owl, insatisfeito com a renúncia aos dias de vingador, Ozymandias, o homem mais inteligente do mundo que se equipara a Alexandre o Grande e Ramsés II ou Miss Jupiter, a filha da primeira Miss Jupiter, que mantém uma relação amorosa com Dr. Manhattan, este distanciando-se cada vez mais da Humanidade.
O filme não falha em ser fiel à obra, mas os grandes diálogos soam falsos e perdem toda a intensidade quando soam ditos pelos actores e é apenas quando Rorschach profere todo o seu desprezo pela imundice que assola Nova Iorque no seu diário que acredito que estes super-heróis existiram realmente. Patrick Wilson é um excelente actor, mas porque o senti desconfortável e pouco convincente na pele de mascarado? Laurie Jupiter é apenas uma sex-bomb que troca com facilidade um homem por outro, mas é na verdade uma mulher muito carente que precisa de ser amada, quem diria no filme? Ozymandias não aparenta ser mais do que o vilão fanático e alucinado, mas é na verdade aquilo que Raskolnikov tentou ser tão desesperadamente em Crime e Castigo de Dostoievsky, um homem que alcançou a grandeza ao superar dilemas de ordem moral, na essência, a linha ténue entre o bem e o mal.
Quando o relógio atinge o ponteiro da meia-noite libertando o Armagedão, o filme já perdeu alguma da qualidade com que começara e torna-se quase um mero confronto de velhos amigos. Faltou a magnitude e majestade da obra literária, tornando-nos estranhamente indiferentes.
Não julgo o filme Watchmen em comparação com a novela gráfica porque seria injusto. Todos nós sabíamos à partida que iria ser intransponível, mesmo que os detalhes da história estejam lá todos. Mas para o público que não conhece o material, que possível interesse poderá ter um grupo neurótico de super-heróis com máscaras decididamente más? Faltou a chama para que o espectador conseguisse perceber que estava perante uma obra-prima.
A história de Watchmen não pode ser contada numa sinopse, e fazê-lo é na verdade retirar-lhe toda a grandeza. Há tanto mais para dizer sobre a riqueza de uma obra como Watchmen e a própria erudição rigorosa de Alan Moore, uma das imagens de marca dos seus argumentos de BD. No entanto, para ser justa, não deixa de ter os seus bons momentos como a sequência de abertura ao som de The times they are a-changing de Bob Dylan, a evocação de Dr. Manhattan em Marte dos acontecimentos que conduziram ao seu acidente, ou a captura de Rorschach pela polícia, revelando a sua verdadeira identidade.
Todavia, pela primeira vez terei que fazer um reparo à banda-sonora de um filme. Era mesmo necessário repetir A Cavalgada das Valquírias numa sequência sobre o Vietname? Tenho a certeza de que, com algum esforço, teriam conseguido escolher algo mais original.
Última parte das recomendações de ficção científica
E aqui está a última parte da lista de recomendações de obras de ficção científica por João Barreiros, incluída no catálogo da Cinemateca de 1984. Inclui as temáticas O HOMEM E A MÁQUINA, O HOMEM PROGRAMADO e O MUTANTE.
Espero que esta lista tenha despertado o vosso interesse para a leitura de ficção científica. Para os que já lêem, ficam a conhecer mais obras, para os que ainda não lêem ficam com uma ideia da vastidão e complexidade do género (tentarei arranjar uma forma segura de reproduzir o texto que acompanha as recomendações).
O HOMEM E A MÁQUINA
a) O homem sujeito à máquina
Jack Williamson
The Humanoids (1948)
The Humanoid Touch (1980)
Walter Tevis
Mockingbird (1980)
Daniel F. Galouwye
Simulacron-3 (1964)
b) A máquina sujeita ao homem
John Sladek
Roderick (1980)
Roderick at random (1981)
The reproductive system (1968)
Robert Silverberg
Tower of Glass (1970)
Isaac Asimov
The Book of Robots (1983)
The Robots of Dawn (1983)
Caves of Steel (1954)
The Naked Sun (1956)
David Gerrold
When Harlie was One (1972)
c) O conflito homem vs. máquina
Douglas Mason
The End Bringers (1973)
D. F. Jones
Colossus (1966)
Alfred Bester
Extro (1975)
Kevin Donnell
Mayflies (1979)
Phyllis Gotlieb
O Master Caliban (1976)
Roger Zelazny
My Name is Legion (1976)
Francis R. Rayer
Tomorrow Sometimes Comes (1951)
d) A síntese final
Stanislaw Lem
The Invencible (1963)
Charles Harness
The ring of Ritournelle (1968)
Chris Boyce
Catchworld (1975)
R. A. Lafferty
Arrive at Easterwine (1971)
Algis Budrys
Michaelmas (1977)
Frederik Pohl
Man-Plus (1976)
O HOMEM PROGRAMADO
Tema único: A programação pela igualdade
T. J. Bass
Half past Human (1971)
The Godwhale (1974)
Chris Boyce
Brainfix (1980)
Bernard Wolfe
Limbo (1954)
Frank Herbert
Hellstron Hive (1973)
Ira Levin
This Perfect Day (1970)
O MUTANTE
a) O mutante solitário
John Crowley
Beasts (1976)
Gertrude Friedberg
The Revolving Boy (1966)
Robert Silverberg
Dying Inside (1972)
b) O mutante guestaltico
Theodore Sturgeon
More than Human (1953)
Keith Roberts
The Inner Wheel (1970)
Tom Reamy
Blind Voices (1973)
Henry Kuttner
Mutant (1953)
Wilmar Shiras
Children of the Atom (1953)
c) Um futuro só de mutantes
Orson Scott Card
A Planet Called Treason (1981)
A.A. Attanasio
Radix (1981)
John Wyndham
The Crysalids (1955)
Norman Spinrad
The Iron Dream (1972)
Walter Miller
A Canticle for Leibowitz (1957)
Samuel Delany
The Einstein Intersection (1967)
Stuart Gordon
One-Eye (1973)
Two-eyes
Three-eyes
Círculo de Leibowitz
Sempre gostei da ideia de um clube de leitura. Um grupo de discussão sobre os livros que gostamos que nos incentive a conhecer novas obras e autores. E porque acredito que a blogosfera portuguesa, independentemente de todos os avanços em anos recentes, ainda é pobre em textos fundamentados e de boa argumentação que ultrapasse a mera constatação de gostos, decidi aceitar o convite do João Seixas para participar na experiência do Círculo de Leibowitz.
E como se não bastasse haver uma crítica insuficiente a livros, a abordagem de obras de literatura fantástica é quase inexistente, e não fossem as mesmas personagens de sempre a divulgarem o género no meio literário português, dificilmente se ouviria falar de ficção científica, por exemplo, em Portugal.
É um género que tenho vindo a gostar cada vez mais com os anos e por isso é com entusiasmo que irei participar nesta iniciativa que me irá permitir ler livros com uma maior regularidade (e ao contrário do João Seixas, não sou contra o micro-blogging, pelo contrário, estou a tornar-me uma grande adepta de uma das ferramentas online mais dinâmicas de que tenho memória, o Twitter).
O manifesto e as regras do clube de leitura poderão ser encontrados neste post do João Seixas e estão convidados a participar todos os interessados em ler e escrever sobre o livro escolhido.
No dia 21 de Março começamos com críticas ao livro The Centauri Device de M. John Harrison. Basta seguirem os blogues que integram o núcleo: Efeitos Secundários de Luís Filipe Silva, Rascunhos de Cristina Alves, Blade Runner do João Seixas, Inner Spaces de Nuno Fonseca e o meu.
III parte de recomendações de ficção científica
Com a terceira parte da lista de recomendações por João Barreiros, temos as temáticas APOCALIPSES E SÉCULOS SEGUINTES e A HUMANIDADE SOB O JUGO.
APOCALIPSES E SÉCULOS SEGUINTES
a) O Holocausto
Pat Frank
Alas Babylon (1959)
David Mace
Demon-4 (1984)
David Graham
Down to a Sunless Sea (1979)
Luke Rhinehart
Long Voyage Back (1983)
Frederik Pohl
The Cool War (1981)
Jem (1979)
b) Os anos seguintes
Witley Streiber
Warday (1984)
Wilson Tucker
The Long, Loud Silence (1952)
John Harrison
The Committed Man (1971)
Andrew Stephenson
The Wall of Years (1979)
Nightwatch (1978)
Chelsea Quinn Yarbro
Time of the Fourth Horseman (1977)
False Dawn (1978)
c) Os séculos seguintes
Daniel F. Galouwye
Dark Universe (1961)
Edgar Pangborn
Davy (1964)
The Judgement of Eve
The Company of Glory
Marvin Kaye e Parke Godwin
The Masters of Solitude (1979)
Wintermind (1982)
Piers Anthony
Battle Circle (1977)
Pal Williams
An Ambush of Shadows
Breaking of Northwall
Dome in the Forest
Ends of the Circle
Fall of the Shell
Roger Zelazny
Damnation Alley (1969)
J. G. Ballard
Hello America (1981)
d) Os milénios seguintes:
Fred Saberhagen
Empire of the East (1973)
Sterling E. Lanier
Hiero’s Journey (1973)
The Unforsaken Hiero (1983)
A HUMANIDADE SOB O JUGO
a) Os invasores indiferentes
Thomas Disch
The Genocides (1965)
Daniel F. Galouwye
Lords of the Psyon (1963)
b) Os invasores interferentes
Thomas Disch
The Puppies of Terra (1966)
Garry Kilworth
In Solitary (1979)
Frank Herbert
The Heaven Makers (1977)
John Brunner
Players at the Game of People (1980)
Mike Farren
Protectorate (1984)
Brian Herbert
Sidney’s Comet (1983)





