We will always have Paris

December 8, 2007 at 5:53 pm (Strange Land)

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Paris é uma das cidades mais visitadas do mundo. Tem uma população do mesmo número que a inteira população portuguesa e, em muitas alturas, foi o centro de convulsões políticas e históricas que transformaram a Europa.

É conhecido pelas suas muitas facetas. Cidade do amor, cidade de História, cidade artística, dos museus de arte e jardins e bosques até onde o olhar alcança. Actualmente, é uma cidade cosmopolita cheia de vida, sujeita a um clima rigoroso durante o Inverno. Mas os parisienses não deixam o frio intrometer-se nas suas vidas e aproveitam tudo o que a cidade tem para oferecer. Que é muito.

Tudo está concentrado em Paris. Desde a opulência excessiva das lojas de grande marca até aos souks onde os imigrantes do Norte de África ganham a vida a vender bens e produtos, passando pelas lojas francesas que tentam acompanhar o ritmo extenuante de vida numa das maiores cidades do mundo, o que nem sempre é fácil.

Família em Paris levou-me várias vezes a visitar a cidade. Conheço a cidade razoavelmente bem depois de um verão inteiro, há muitos anos, a explorar sozinha as ruas, livrarias, jardins (em especial as Tulherias) , museus, bairros históricos e monumentos.

Alguns motivos levaram-me de volta à cidade na semana passada. Algumas zonas faço questão de visitar sempre, mas foi-me impossível desta vez. Notre-Dame de Paris tem um charme irresistível rodeada como está pelo rio Sena.

Não muito longe da catedral, encontram-se as ruelas sinuosas e estreitas polvilhadas de cafés parisienses típicos que constituem o famoso Bairro Latino. Foi nesta zona que encontrei acidentalmente a livraria Shakespeare and Company, livraria de culto pelo acolhimento que proporcionou a alguns dos maiores escritores da geração pós-guerra, em especial, os beats. A linhagem da livraria actual, na Rua Bucherie, remonta à primeira livraria Shakespeare & Company fundada por Sylvia Beach que viria a publicar um dos maiores clássicos do séc. XX, Ulysses de James Joyce.

Paris não tem falta de histórias marcantes que viriam a transformar as artes&letras do mundo ocidental. Noutro bairro, Montmartre, ainda hoje as ruas se animam com artistas, pintores e cantores, que oferecem os seus serviços para os turistas e transeuntes. Ficou essa herança do século XIX, um tempo em que uma nova arte começava a dar os primeiros passos e notabilizaram-se nomes como Toulouse-Lautrec, Renoir, Degas, Cézanne e Monet. Os seus trabalhos, inovadores para aquele tempo, podem ser vistos no Museu d’Orsay numa antiga estação de comboios convertida em museu à beira da margem esquerda do rio Sena.

É o que gosto em Paris, embora pudesse nomear muitas outras que desgosto, como por exemplo, os transportes que são imensamente opressivos e os túneis do metro mais se assemelham a corredores claustrofóbicos de bunkers, sem um fim à vista.

Mas Paris é um dos melhores símbolos da civilização ocidental no seu máximo esplendor, sem sinais de decadência, antes sempre a florescer, sem esquecer o passado, e com os olhos postos no futuro. É uma cidade-guia para o século XXI.

Ficam aqui as minhas fotos de Paris.

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