Super Bang, Super Rock

June 9, 2006 at 7:13 pm (Strange Land)

A semana que passou é o que poderia ser chamada de uma semana diferente. Deixou-me de rastos e impediu-me de actualizar este espaço tanto quanto desejaria. Alguns momentos da semana que merecem menção especial:

Sábado, dia 3 – Apresentação da Bang!

Apareceu a malta toda do fandom e que participou na revista, com muitas outras presenças inesperadas e esperadas. A óptima localização do stand da Saída de Emergência, à sombra das árvores, protegeu-nos do sol abrasador e então a tarde prolongou-se com muita conversa, livros e até não faltou uma leitura surpresa da parte do João Ventura.

Ao contrário do que julgava, o escritor José Manuel Lopes tinha estado presente na feira no dia anterior mas graças à editora mais querida do mundo, a Maria João, a quem agradeço imenso por se ter lembrado de mim, recebi uma edição autografada do livro Fragmentos de uma Conspiração.

A feira foi o local ideal para renovar contactos e conhecer novas pessoas que se mostraram interessadas em colaborar em vários projectos, tanto no Fórum Fantástico, como na revista. E curiosamente estavam lá representantes de todas as comunidades a passear pela feira, Filhos de Athena, BBDE, Bookcrossing, Allaryia, and so on.

O que eu perdi e gostava de ter visto: Parece que o David Soares é um grande fã da Miffy, tanto que os dois foram vistos aos abraços mais tarde. Já vi umas fotos bem reveladoras…

Quarta-feira, dia 7 – Super Bock, Super Rock

Este ano marquei presença no festival Super Bock, Super Rock no dia dedicado a um programa marcado por música indie ou alternativa. Fixem o nome desta banda: The Editors. Logo a abrir o festival às 18h de uma tarde solarenga, os very british e very indie Editors deram um dos melhores concertos que já tive a oportunidade de assistir, com um vocalista de voz muito segura e confiante e um desfile de músicas do grande álbum revelação que foi The Back Room a transmitirem uma energia fantástica que cativou o público por cerca de 45 minutos irrepreensíveis.

Com bandas portugueses com direito a tocarem meia hora entre as internacionais, atacou a seguir a banda belga dEUS . Não sou uma grande fã da banda mas gostei da actuação, e embora sempre tenha achado as músicas um pouco longas e eventualmente cansativas, o vocalista terminou numa nota bastante positiva.

E por falar em bandas portuguesas, será assim tão fraca a produção nacional que tenham que ser aquelas bandas a desfilar em palco? Acusam um enorme amadorismo em tantos níveis e ainda que revelem um bom som instrumental, ou peca a voz, ou peca o som, ou peca simplesmente tudo (que saudades dos Ornatos Violeta). A excepção foi para o Legendary Tiger Man, com uma encenação segura e a subir o nível à representação portuguesa do SBSR.

The Cult passaram-me ao lado. Só conhecia a banda de nome e tinha a ideia de uma banda com um rock bem mais pesado mas afinal revelaram um som a tender para o mainstream e ligeiro. Talvez tenham tido outros dias de glória no passado, não sei.

Keane. Há quem discorde da inclusão desta banda no meio de tantas bandas indies, tendo já atingido um nível de popularidade vasto. Mas curiosamente as versões MP3 que tenho das músicas dos Keane são versões acústicas gravadas na RFM por ocasião da vinda dos Keane a Portugal pela primeira vez. Habituei-me de tal forma a elas que já não é com muito agrado que ouço as versões que normalmente passam nas rádios. Tom Chaplin canta muito bem e continuou a cantar bem no festival.

Mas a noite pertenceu aos

FF

Franz Ferdinand. Já tinha estado presente no concerto dos FF em Agosto do ano passado no Doca Pesca. Simplesmente o de dia 7 não se lhe compara. Excederam-se absolutamente numa performance apurada e em total sintonia com os festivaleiros. Alex Kapranos soube muito bem gerir as expectativas do público e fez uma actuação impecável com músicas novas a alternar com os clássicos Take me out, This Fire, Walk Away, Do You Want To. A título de curiosidade, esta banda tem uma música de nome Love and Destroy dedicada a um grande clássico da literatura, Margarita e o Mestre de Mikhail Bulgakov. Foi, aliás, isso que me chamou inicialmente a atenção para uma banda que ainda só conhecia superficialmente na altura.

Quinta-feira, dia 8

O dia foi rocambolesco demais, mas é o episódio do House, M. D. que gostava de referir. Era o segundo da nova temporada sobre a menina a morrer de cancro. Para além de manter o interesse da primeira série, tem agora uma banda-sonora porreira a complementar os dramas e estranhas disposições de House. Foi logo a música Hallelujah de Jeff Buckley, uma das minhas favoritas, a fechar o episódio de estreia. Mas que este médico não seja nunca um exemplo a seguir, lembrou-me o diabo a influenciar o paciente a escolher a morte.

Sexta-feira, dia 9

A sobrinha partiu e estou de coração destroçado.

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