Things I don’t know
Eu não sei se não me esforço demasiado por vezes. Eu não sei se deveria deixar demasiada tristeza e indignação acumular até o meu rosto mostrar que não estou feliz, porque eu sei que raramente alguém percebe a verdadeira razão do meu descontentamento. Eu não sei se aguentarei mais tempo sem me expressar de uma forma mais violenta. Eu não sei porque tenho tantos cabelos brancos numa idade tão jovem. Eu não sei porque me esforço demasiado (ou talvez sei mas nunca o direi a ninguém). Eu não sei porque, de súbito, sinto saudades de todos os meus amigos que me acompanharam nos meus primeiros anos da vida universitária. Eu não sei porque não posso dizer tudo isto mais vezes, sem recear o ridículo do sentimentalismo. Eu não sei porque gosto tanto de colocar os títulos dos meus posts em inglês, ao passo que escrevo o resto em português. Eu não sei porque se torna cada vez mais difícil para mim, com a idade, manter o silêncio. Eu não sei porque continuo a escrever uma carta que sei que tornará uma mulher infeliz porque ela não obterá o divórcio que quer. Eu não sei porque, neste momento, acredito que posts inteiramente pessoais me fazem sentir fútil (mas continuo determinada a clicar no botão publicar).
É melhor parar por aqui porque este post começa a perder a qualidade do sentimento com que foi iniciado.


Porque tudo muda sem que a totalidade se altere. Bom post, either way.
Morning
January 29, 2008 at 3:08 pm
Não acho de maneira alguma que os posts pessoais sejam fúteis. São desabafos, fazem bem à mente, e não te influencia a qualidade da escrita só por ter um discurso mais íntimo.
Mas… como diria Sócrates (o verdadeiro e com mais de 2 dedos de testa) “eu só sei que nada sei” e acho que não deverias isolar-te em silêncio. Agarra a vida com força e deita toda a energia negativa cá para fora.
Ana Le Fay
January 31, 2008 at 11:54 am